quinta-feira, 18 de novembro de 2010

O amor real.


Voltamos aos dias frios...
Os dias perdidos, esquecidos
Das memórias apressadas por viver
Ou por ignorar.
As folhas ficam deitadas molhadas no chão... à espera que o vento venha e as varra.
E eu vou caminhando.
Serena, pensativa
A tentar ganhar coragem .

Caminho.


E quando te encontro finalmente deitado no caminho aninho-me ao teu lado e fico a ver-te
Expirar todo o ar que cabe dentro do teu peito.
É este o amor real?
Um espaço inseguro onde tudo é difícil, frágil
Mas vale a pena?!
Valem apenas as lágrimas em troca de um alpendre ao luar?
Valem apenas as feridas abertas em troca de um ombro onde repousar a cabeça em dias como este?
Vale apena o caminho íngreme
Para sentir o calor terno de pertencer realmente a um lugar?

Aninho-me no chão ao teu lado e fico a ver o teu ar suspirado desfazer-se.
Se a tua mão dentro da minha é o sentido, então não posso chorar .
Se o olhar sincero e triste com que me banhas a face e alma é a expressão do que sentes
Então não posso recuar.
Se as promessas caladas das danças que vamos dar no alpendre branco são para cumprir
Eu não posso perder a esperança.
Se o teu sorriso honesto é a forma simples de me mostrares que isto é possível
Eu não posso deixar de sorrir também.

Se não há outra forma de encontrar a beleza da vida
Nem outra forma de encontrar a minha própria beleza e definição
Que então seja esta.

Os passos pequenos de quem aprende a amar
Outra vez.
E de quem quer envelhecer entregando
O que foi ganhando,
E não chorando
Tudo o que perdeu.

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